Vozes da metafísica : sobre a crítica da linguagem e da negatividade na obra de Giorgio Agamben

Dissertation, University of Campinas (2016)
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Abstract
O projeto de crítica das categorias éticas e políticas ¿ estéticas e jurídicas ¿ fundamentais do Ocidente tendo em vista a sua operatividade, o modo como estruturam a composição do tempo presente, segundo o tem perseguido Giorgio Agamben, desde antes, porém, de Homo sacer (1995-2015), seu mais vasto projeto filosófico, articula-se a partir do lugar de uma crítica à fundamentação da linguagem (e do ser) na negatividade. Tal é a proposta analítica que conduz as investigações deste trabalho. Se o diagnóstico acerca do destino niilista da cultura ocidental sustém-se, na ótica agambeniana, o vir à luz do vazio e do nada não mais seria do que a exposição do próprio fundamento negativo das experiências de pensamento que se conceberam como metafísica. No tocante à experiência que ela realiza, como filosofia, com a linguagem, evidencia-se, no plano do lugar do seu fundamento, a negatividade do silêncio, o qual seria operacionalizado a partir de um comutador articulatório denominado Voz, comissura da dúplice estrutura da experiência com a palavra entre mostrar e dizer. A partir, portanto, de uma topologia da negatividade, o plano da própria fundamentação metafísica pode ser investigado com relação ao seu indizível fundamento, ao inefável como o seu limite. Nesse sentido, entendemos que uma tentativa de elucidação do pensamento filosófico de Giorgio Agamben passa pelo questionamento da experiência que toma a linguagem a partir de bases negativas, compondo a metafísica como a entende Agamben, e pela compreensão do seu efetivo fundamento ¿ o problema do experimentum linguae como tal, a existência e a maravilha da linguagem, ao qual se confronta o exílio representativo da postulada necessidade humana de falar (o lógos como condição do humano). O que significa, por conseguinte, que o homem, por ser aquele capaz de linguagem, seja também aquele capaz de política, de vida em comum? Se a linguagem aparece como insígnia da nossa antropogênese - portanto, do humano e da ética , qual o fundamento da linguagem, com base no qual se a concebe como lugar dessa operação, bem como da experiência a partir da negatividade - da subtração, da falta, da finitude - que travamos com ela? Essas questões permitem-nos sintetizar o caminho do pensamento agambeniano diante da experiência metafísica com a palavra como aprisionamento à representação e ao lógos, além de vislumbrar possíveis resultados dessa crítica para o seu próprio pensamento sobre a linguagem e a ética, momento fundamental da construção de sua filosofia.
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