Uma questão metodológica: o interesse cognitivo em Max Weber

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Abstract
Para Max Weber, a sociedade não pode ser compreendida em sua totalidade. Max Weber tem como referência uma realidade infinita e complexa, analisada a partir de um determinado ponto de vista. O problema da seleção da realidade nas ciências histórico-sociais, abordado por Max Weber no início da segunda seção dos Estudos críticos sobre a lógica das ciências da cultura, é fundamental para a estrutura de sua metodologia científica. Este momento pré-científico da metodologia é que permitirá a construção de uma possível constelação causal. É o investigador que, dotado de interesse, seleciona a realidade e dá sentido a ela. Demonstra, agindo desta maneira, o que merece ser para ele conhecido no fluxo infinito da realidade. Argumenta Max Weber que a “relação com os valores” permite ao cientista o recorte e ordenação do objeto, conferindo sentido a esta parte da realidade que detém significação geral para o pesquisador. Assim, o argumento principal aqui exposto estabelece a importância do interesse cognitivo para Max Weber, já que em sua metodologia o conhecimento seria sempre fruto de um recorte particular, da seleção de um conjunto específico de problemas. Essa seleção ou recorte particular seria, necessariamente, feito a partir das referências do cientista.
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