O tempo da vida do espírito na filosofia de Gaston Bachelard

Cadernos Cajuína (2018)
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Abstract
Nosso objetivo é mostrar como Bachelard edifica a noção de vida em sua filosofia ao esboçar uma reflexão sobre o problema filosófico do tempo junto às noções de instante e duração. O livro A intuição do instante (1932), obra dedicada a esta reflexão metafísica sobre o tempo confluindo, quatro anos mais tarde, para A dialética da duração (1936), obra que, por sua vez, define o conceito de duração a partir das várias temporalidades superpostas constitutivas da própria existência, são as referências privilegiadas deste estudo. Ressaltaremos a importância da filosofia de Henri Bergson nesta discussão ao estabelecermos um contraponto entre suas teses sobre a vida e a duração às mesmas teses conceituais bachelardianas, sobretudo a partir da oposição entre as seguintes noções: vida vivida (circunscrita ao tempo comum/tempo transitivo em Bergson) e vida pensada (circunscrita ao tempo do espírito/tempo imanente em Bachelard). Partimos da hipótese a ser debatida de que é porque o espírito pode chocar-se com a vida vulgar, escorregadia e homogênea que a vida superior, ou seja, do próprio espírito, deve ser entendida nesta filosofia bachelardiana como sendo uma construção racional ancorada em uma dialética pluralista de saberes sobre o tempo.
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