Autoficção, filosofia e cultura literária: intervenções do Ecce homo, de Friedrich Nietzsche, e do Testo junkie, de Paul B. Preciado

Artcultura 25 (47):7-25 (2024)
  Copy   BIBTEX

Abstract

Este artigo objetiva discutir o tema da autoficção e apresentar a possibilidade de utilizá-lo para a interpretação de obras filosóficas, destacadamente o livro Ecce homo de Friedrich Nietzsche e, secundariamente, Testo junkie de Paul B. Preciado. Para tanto, primeiro, abordarei a relação entre filosofia e literatura no contexto que alguns pensadores contemporâneos têm nomeado cultura literária. Em um segundo momento, traçarei uma breve história da formação da noção de autoficção e da consolidação do termo para demarcar um subgênero literário. Em seguida, apresentarei elementos de Ecce homo que me parecem permitir enquadrá- lo no campo da autoficção. Na última parte, serão retomadas as articulações entre literatura e filosofia, analisando- se brevemente um exemplar de autoficção no pensamento contemporâneo, Testo junkie, para sugerir que a aproximação de tal subgênero contribui para a compreensão tanto do lugar da filosofia na cultura literária quanto aspectos de nosso tempo.

Author's Profile

Gabriel Herkenhoff Coelho Moura
Universidade Federal de São Paulo

Analytics

Added to PP
2024-04-22

Downloads
78 (#65,908)

6 months
78 (#92,279)

Historical graph of downloads since first upload
This graph includes both downloads from PhilArchive and clicks on external links on PhilPapers.
How can I increase my downloads?